30 de novembro de 2011

Processo Colaborativo

Cena 1
Externa, projeção e abertura

Cena 2
Henrique e Elena

Cena 3
Passadas: Antunis e Natália + William e Otávia

Cena 4
Gerson e Mayara

Cena 5
Henrique e Lara

Cena 6
Passadas: Antunis e Natália + William e Otávia

Cena 7
Thais e Vanessa

Cena 8
Projeção Thais e William

Cena 9
Dança Pinto e Boceta

Cena 10
Guarda-chuva

Cena 11
Lara Mulher Ferrada, Vanessa carrinhos, Gerson mendigo (cocô, possibilidade)

Cena 12
Projeção Metrô, cena do metrô

Cena 14
Vanessa Puta

Cena 13
Passadas
Thais e Lara (Mãe), Mayara, ninguém com sorvete, William e Natália (namorados), Antunis, Elena, Gerson

Cena 14
Angela e sacos

Cena 15
William mendigo, Gerson Executivo, Letícia Coca-cola

Cena 16
Henrique e Thais

Cena 17
Natália fotos, Otávia risadas

Cena 18
Letícia, Angela e Lara

Cena 19
Gerson papéis

Cena 20
William e Elena, círculo

Cena 21
Projeção Cenas Noturnas
Henrique violino, Letícia corda bamba

Cena 22
Antunis dança

Cena 23
Letícia bêbada

Cena 24
Passadas e bundinhas

Cena 25
Projeção making of, fim





26 de novembro de 2011

Aí Vai Antunis...
Dando sequência ao blog...
Impressões...

" Nunca acreditei em verdades únicas. Nem nas minhas, nem nas dos outros. Acredito que todas as escolas, todas as teorias podem ser úteis em algum lugar, num dado momento. Mas descobri que é impossível viver sem uma apaixonada e absoluta identificação com um ponto de vista." (PETER BROOK)

Não sei exatamente a sequência dos dias e nem das horas em que paramos de registrar, mas tudo está em mim, aqui no corpo e na mente.

O que mais me lembro é que, depois de entregar a prévia do roteiro, começamos a ensaiar, ensaiar uma sequência, um primeiro roteiro que se tornou permanente, a eminência da data de estreia deu uma parada na criação, quer dizer eu falei: parem de criar!!! Mas ao mesmo tempo não queria que ficasse nada engessado, estratificado ou duro, como continuar vivo e ao mesmo tempo apurar a técnica? O cuidado para não cair no "aprontamento", mas ao mesmo tempo a repetição verticalizava e potencializava as vivências de cada aluno-ator.

Ensaios, passadão, algumas faltas: William doente, ausênte, deixando um vazio.
Apresentação aberta para o básico dia 7/11: ótimo, todos com vigor e principalmente, inteiros na proposta, sabendo responder às perguntas, consciêntes do seu fazer e que havia uma magia, um espetáculo por vir. Certezas!!!

Mais ensaios e definições, rodas, produções, desabafos, relações em trânsito, re-ações e a proposta de real-ações. Real-ações de produção, pessoais e afetivas. Comunicação e transparência.

Ensaio geral na Barão de Campinas dia 14/11: segunda-feira com chuva, dilúvio em São Paulo, novas faltas, o grupo desfalcado, passar geral, refletir e tudo por um triz.

Últimos ensaios e estreia. E que estreia! O que poderia ser nada, virou tudo. Fluência, presença, poesia, energia e técnica, muita técnica e concentração.

Nunca me esqueço da primeira vez que fui ao teatro e tive a certeza que queria fazer isso, fazer teatro!
Quando o acontecimento teatral flui, minha realização é plena.
A tudo isso funde-se o meu fazer pegagógico, perceber a evolução e o desabrochar de cada um de vocês, é a minha maternidade, é o meu gozo e satisfação profissional.

Agradeço imensamente a confiança e a troca. Só realizamos esse trabalho, porque todos acreditaram. Não no mesmo instante, mas num determinado momento; todos nós, Erica, Danilo, Giovanni, Raissa, e todo o elenco, envolvidos pelos deuses do teatro emanamos para o público a plenitude e conseguimos, talvez saborear o que a Pina Bausch ou Ariane Mnouchekine realiza, dentro das nossas possibilidades e verdade.

O caminho: Vislumbre- desejo-estudo-prática-jogo-técnica-repetição-entrega-respeito e muito amor.

Beijos no coração e no "corpinho" também de cada um. (rs...)

Obrigada Erica e Giovanni pela parceria e carinho constantes.

"Terminar é o mais difícil de tudo, mas, mesmo assim, é a desistência que proporciona a única experiência verdadeira de liberdade. Então, o fim, torna-se mais uma vez um começo, e a vida tem a última palavra." (PETER BROOK)

Renata Kamla