30 de novembro de 2011

Processo Colaborativo

Cena 1
Externa, projeção e abertura

Cena 2
Henrique e Elena

Cena 3
Passadas: Antunis e Natália + William e Otávia

Cena 4
Gerson e Mayara

Cena 5
Henrique e Lara

Cena 6
Passadas: Antunis e Natália + William e Otávia

Cena 7
Thais e Vanessa

Cena 8
Projeção Thais e William

Cena 9
Dança Pinto e Boceta

Cena 10
Guarda-chuva

Cena 11
Lara Mulher Ferrada, Vanessa carrinhos, Gerson mendigo (cocô, possibilidade)

Cena 12
Projeção Metrô, cena do metrô

Cena 14
Vanessa Puta

Cena 13
Passadas
Thais e Lara (Mãe), Mayara, ninguém com sorvete, William e Natália (namorados), Antunis, Elena, Gerson

Cena 14
Angela e sacos

Cena 15
William mendigo, Gerson Executivo, Letícia Coca-cola

Cena 16
Henrique e Thais

Cena 17
Natália fotos, Otávia risadas

Cena 18
Letícia, Angela e Lara

Cena 19
Gerson papéis

Cena 20
William e Elena, círculo

Cena 21
Projeção Cenas Noturnas
Henrique violino, Letícia corda bamba

Cena 22
Antunis dança

Cena 23
Letícia bêbada

Cena 24
Passadas e bundinhas

Cena 25
Projeção making of, fim





26 de novembro de 2011

Aí Vai Antunis...
Dando sequência ao blog...
Impressões...

" Nunca acreditei em verdades únicas. Nem nas minhas, nem nas dos outros. Acredito que todas as escolas, todas as teorias podem ser úteis em algum lugar, num dado momento. Mas descobri que é impossível viver sem uma apaixonada e absoluta identificação com um ponto de vista." (PETER BROOK)

Não sei exatamente a sequência dos dias e nem das horas em que paramos de registrar, mas tudo está em mim, aqui no corpo e na mente.

O que mais me lembro é que, depois de entregar a prévia do roteiro, começamos a ensaiar, ensaiar uma sequência, um primeiro roteiro que se tornou permanente, a eminência da data de estreia deu uma parada na criação, quer dizer eu falei: parem de criar!!! Mas ao mesmo tempo não queria que ficasse nada engessado, estratificado ou duro, como continuar vivo e ao mesmo tempo apurar a técnica? O cuidado para não cair no "aprontamento", mas ao mesmo tempo a repetição verticalizava e potencializava as vivências de cada aluno-ator.

Ensaios, passadão, algumas faltas: William doente, ausênte, deixando um vazio.
Apresentação aberta para o básico dia 7/11: ótimo, todos com vigor e principalmente, inteiros na proposta, sabendo responder às perguntas, consciêntes do seu fazer e que havia uma magia, um espetáculo por vir. Certezas!!!

Mais ensaios e definições, rodas, produções, desabafos, relações em trânsito, re-ações e a proposta de real-ações. Real-ações de produção, pessoais e afetivas. Comunicação e transparência.

Ensaio geral na Barão de Campinas dia 14/11: segunda-feira com chuva, dilúvio em São Paulo, novas faltas, o grupo desfalcado, passar geral, refletir e tudo por um triz.

Últimos ensaios e estreia. E que estreia! O que poderia ser nada, virou tudo. Fluência, presença, poesia, energia e técnica, muita técnica e concentração.

Nunca me esqueço da primeira vez que fui ao teatro e tive a certeza que queria fazer isso, fazer teatro!
Quando o acontecimento teatral flui, minha realização é plena.
A tudo isso funde-se o meu fazer pegagógico, perceber a evolução e o desabrochar de cada um de vocês, é a minha maternidade, é o meu gozo e satisfação profissional.

Agradeço imensamente a confiança e a troca. Só realizamos esse trabalho, porque todos acreditaram. Não no mesmo instante, mas num determinado momento; todos nós, Erica, Danilo, Giovanni, Raissa, e todo o elenco, envolvidos pelos deuses do teatro emanamos para o público a plenitude e conseguimos, talvez saborear o que a Pina Bausch ou Ariane Mnouchekine realiza, dentro das nossas possibilidades e verdade.

O caminho: Vislumbre- desejo-estudo-prática-jogo-técnica-repetição-entrega-respeito e muito amor.

Beijos no coração e no "corpinho" também de cada um. (rs...)

Obrigada Erica e Giovanni pela parceria e carinho constantes.

"Terminar é o mais difícil de tudo, mas, mesmo assim, é a desistência que proporciona a única experiência verdadeira de liberdade. Então, o fim, torna-se mais uma vez um começo, e a vida tem a última palavra." (PETER BROOK)

Renata Kamla

20 de outubro de 2011

Ensaios

Finalmente atualizando a última aula.
Espero que aproveitem o relatório.

Só para constar, eu estou curtindo muito "assistir" essa montagem. Incrível experiência que está abrindo muito minha mente para novas percepções.

Obrigada a todos por esses momentos mágicos!


Aula do dia 17 de outubro.

" A arte de ser louco é jamais cometer a loucura de ser um sujeito normal"
                                                                                                                           Raul Seixas.



Espreguiçando 10 minutos.

 Aquecimento, movimentos Pina Bausch - 5 minutos

Siga o mestre, tipo um coro, movimentos Pina Bausch - 4 minutos.

Giovanni – Exercício Viewpoints. Um roda, todos caminham em círculo, ombro esquerdo, olhando para o centro desse círculo. Percebendo a roda, percebendo o espaço entre uma pessoa e outra. Andando mais rápido e pare, perceba. Ande mais rápido, pare, mais rápido e pare, mais rápido. Depois ao comando pulam todos juntos. Depois de algumas vezes, o comando passa a ser de alguém do círculo, porém a pessoa não avisa quando vai pular ou quem. A idéia é entrar em uma comunhão. Não pode denunciar o impulsor. 10 minutos.


Renata – Roteiro da Peça.

Cena 1  - Quatro atores no lado de fora filmando e projetando aqui dentro, enquanto o publico entra. No palco, pessoas orientadas. As quatro pessoas entram e todos ficam desorientadas. Caem e levantam, gestos "pinabauschianos", formam um coro, todos ficam igual fazendo os gestos "pinabauschianos". Pausa.

Cena 2  - Thaís entra na porta giratória, todos falam as frases, favor verificar os objetos de metais.

Cena 3 – Thais, mulher histérica gritando, perguntando: o que vc está rindo da minha cara? Para todos atores e o publico.

Cena 4 - Toca o Celular, todos procuram e dizem:  É o meu! Se trombam, todos falam ao celular e saem de cena.

Cena 5 - Henrique e Elena, cena da ópera.

Cena 6 -  Antunis e Natália passando por um lado e Otávia e Silvio passando pelo outro lado.

Cena 7 - Primeiro Gesron e Mayara na cena encontro e desencontro, depois Henrique e Lara na parede, depois Thaís e Vanessa brincando com o lençol. 

Cena 8 -  Projecao Will e Thaís dançando na rua.

Cena 9 -  Entram os casais da dança "pinto e boceta."

Cena 10 - Otávia passa sozinha de vestido vermelho, dando risadas extremadas.

Cena 11 - Todos entram com guarda-chuva, Will com máscara, sons urbanos preenchendo os espaços.

Cena 12 -  Gerson passa falando o texto mercedes, reclamando. Entra o André na cena de fazer cocô. Entra Lara - mulher, Vanessa - carrinho.

Cena 13 - Todos juntos na entrada do metrô, cotoveladas.

Cena 14 - Cena do metrô com as cadeiras, procurando lugares para sentar, com a investigação Sonora, saída do metro com gestos estranhados.

Cena 15 - Entra Vanessa de puta: O que vc mudaria em SP?

Cena 16 - Thaís e Lara: Måe. Gerson passa de executivo, casal de namorados, Silvio tomando sorvete, Antunis cooper. Vazio.

Cena 17 - Ângela puxando sacos, sai.

Cena 18 - André de mendigo. Gerson de executivo com marmita.  Leticia com coca-cola. Permanecem em cena.

Cena 19 - Entra Thaís com o chapéu, protetor solar e óculos de sol. Henrique em cena na incomunicabilidade. Sentar em latões ou arrumar na cena da Ângela o lugar certo.

Cena 20 - Natalia na cena das fotos, andando com a boneca na mão jogando as fotos. Otávia passa no outro sentido com a camiseta, medalhas e rindo.

Cena 21 - Letícia, Ângela e Lara, papéis.

Cena 22 - Gerson falando o texto, vai limpando o chão, catando tudo.

Cena 23 - Will  e Elena cena discurso Kennedy e risco no chão.

Cena 24 - Continua o chão riscado, saem Will e Elena. Entra Henrique, tocando o violino imaginário, papel amassando fala: isso é justo? E olhando para o publico.

Cena 25 - Entra Antunis dançando.

Cena 26 - Letícia com garrafa.

Cena 27 - Elena e Henrique, cena da Imperatriz.

Cena 28 - Cena palavras, coreografia, impulso prazer.

Cena 29 - Projeção final.

Cenário: Algumas cadeiras, pensar nessa porta, objetos de cada um em cena, sacos, caixas, papéis.
Trabalhar em cima da projeção e músicas.

Ainda pode mudar alguma coisa, mas já tem essa estrutura. A maioria da cena são fluxos.

Já começaremos a ensaiar.

As improvisações serão repetidas, treinadas, para ficar preciso, tudo agora tem que ser preciso.

Não precisa perguntar tudo para Renata, façam tudo e na cena,  na análise ativa, vai limpando.

*Cena da Letícia bêbada, não fala o texto, só bêbada.

Na parte de fora, William, Antunis, Letícia e Mayara.

As pessoas que irão ficar lá fora, pensar na cena, nas partituras.

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Ensaio

Andando orientado, sabe para onde está indo. Roupa social, não fazer muito barulho no chão. Público entra. Fechou a cortina, aos poucos entram os quatro na orientação. Começam a ficar desorientados. Caiem e levantam. Sem barulho. Gestos pinabauschianos. Seguir o Antunis. 8 minutos. Congele Entra Tháis.

Repetimos a cena, sequencia, orientaçao está ok. Experimentar os quatro entrando desorientados e isso desestabiliza quem está dentro. O ritmo tem que ser percebido pelo grupo. Primeiro sem saber onde eu vai, comece a ficar desorientado, caia e levante, várias vezes. Até que todos comecem a fazer os movimentos Pinabauschianos. Até fazer o siga o mestre, começa com o Antunis. Congelem quando a Thaís entrar Todos abaixam os braços, retos e falam o texto juntos. (Retorne atrás da faixa e tente outra vez)

Ensaiando os gestos da Pina, individuais.
Thaís tromba, som, todos abaixam o braço e todos juntos: Retorne atrás da faixa e tente outra vez (2 vezes) e depois repetindo: tente outra vez e crescendo.
Thaís entra, todos estão sorrindo. Ela pergunta: O que é? O que foi? Vocês estão rindo da minha cara? Xinga o público.
Toca o celular. Todos perguntam/ dizem: É o seu? Atendem e saem.

Thaís - ficar mais tempo, olhando todos, procurar 3 pontos diferentes. Ela é patricinha, usa Daslu, vem de helicóptero. Começou a xingar, toca o celular. Procuram, dizem:  É meu, é seu. Atendem o celular e saem.

Na orientação, ir para onde tem espaco vazio.
Desorientado: Olhar para um ponto, olhar para outro ponto, ir para um terceiro ponto.
Perceber que se já está todo mundo caindo e levantando, é o momento dos gestos, todos fizeram os getos, é hora de fazer juntos.

Ensaio novamente - 6 minutos.

Ensaio do celular 4 minutos.

Ensaio entrada Elena 9 minutos – Entra a projecão.

A música funciona até a cena com Henrique e Lara que tem que mudar a música, talvez o bolero.

Ensaio cena Henrique Elena 10 minutos.

Na aula corpo rever as ações da Pina, os movimentos.

Dividir em equipes de producão.


Vídeo: Henrique Will
Cadeiras /Guarda-Chuva: -Silvio, Letícia, Natália, Mayara e Antunis.







Aula dia 10 de outubro.

" A arte não está no geral, mas no detalhe" 
                                                                                                                                         Stanislavski

Aquecimento livre 10 minutos

Respirem, soltem a voz.

Exercício da roda, caminhando em circulo, olhando para o centro. Uma pessoa pula e todos tem que pular juntos. 6 minutos.

Aos poucos saiam da roda e façam caminhos de olhar um ponto e ir “ em trânsito” . Primeiro orientado, depois desorientado. 5 minutos

Dividir-se nos grupos formados na aula passada.

O primeiro grupo mostra o roteiro que criou para as cenas. Passa para toda turma. Depoiso Segundo grupo faz o mesmo. Quem faltou na aula passada não poderá opinar na ordem das cenas.



Grupo 1 – Quatro atores ficam do lado de fora e o restante do elenco dentro. Depois que o publico entrar os quatro atores que ficaram fora, entram desorientados e os atores dentro se afetam com a desorientação.

10:13 -  Elenco caminhando orientado. Quatro pessoas na rua e mais a Thaís. O publico entra, depois as quatro pessoas entram e começa a influenciar o elenco, que anda orientado, e todos ficam desorientados. Caem e levantam. Aos poucos cada um vai fazendo um gesto do cronotopo. De alguma forma todos tem que começar a fazer o mesmo gesto parado no lugar e orientado. O publico entra pela catraca. Thaís tenta entrar e começa a brigar com a catraca. Todos param e olham para ela. Vanessa diz: Retorne atras da faixa e verifique os objetos de metal.  Thaís procura a Santa e encontra, começa pedir dinheiro para Santa, todos olham para santa e desejam pega-la, aí inicia uma disputa e briga pela santa. E aos poucos a briga pela santa se transforma em briga entre eles, até que vai abrindo em duas filas para a cena "pinto e boceta". Sai todo o elenco e fica nas duas pontas opostas do palco, Otavia e Silvio fazendo a cena de carregar um nas costas e Antunis com Natalia, ela tetando se equilibrar nele. Se cruzam no meio do palco. Saem do mesmo lado e entram em fila fazendo gestos estranhos saem todos menos Gerson, Letícia e André. Cena do André fast food, Gerson marmita e Letícia coca-cola. Depois que a Letíicia termina, entra a Lara falando com o publico: Você um homem tão elegante, ajude uma mulher ferrada. Pede ajuda e vai virando mãe, entra Thaís gritando mãe também. Entram todos para a cena do guarda-chuva, abrindo e fechando. Will no meio com máscara e pés de pato, respirando. Todos saem, ficam Vanessa e Natália. Rola a cena do Eu, Natália de saia, Vanessa bebe embaixo da saia. A seguir a cena do metro, Will, Angela, Vanessa, Mayara e Thaís. Depois vai para cena do Silvio que utiliza cadeira e depois do Henrique com cadeiras. 

Ordem de cenas grupo 2

10:43 – Encontro e desencontro Henrique e Elena ( ela o abraça ele ignora, depois abraça de volta e sai., o publico entra com a cena Rolando. Todos entram com a cabeça baixa e caem no chão. Uma cadeira ao centro. Cena de todos disputando pela cadeira, começam se arrastando no chão e tentando pegar a cadeira e vira uma briga entre eles. Toca o celular e todos perguntam : É o seu? Saem todos e fica o André para fazer a cena do cocô. Agachado ao lado da cadeira. Vanessa entra e faz a cena dos carrinhos. André sai. Letícia entra com taça na mão, tentando se equilibrar entre o publico, sai do palco e entra Otávia e faz movimentos da Pina. Entra Natália e cobre Vanessa com a saia, então Vanessa “ nasce” e Otávia começa a rir histericamente. Entra Thaís brincando, perguntando: O que você esta rindo de mim? Saem Otavia, Vanessa e Natalia. Entram Angela, Letícia e Lara (com camisa de força) Leticia com a mala/caixa e Angela diz eu começo com A e termino com A, vai vestindo roupas. Leticia tirando papeis da mala. Lara se solta da camisa de forca e vai mexendo os bracos, as 3 movimentos Pina, trazido pela Le. Entra o Gerson e começa a xingar e as meninas saem fazendo o movimento. Entra Mayara. Fazem a cena do desencontro e encontro. Ela parade procurando ele atrás olhando para ela e se achegando. Quando eles se encontram Entram todos para a cena do cotidiano e guarda-chuva. Will no meio com mascara  fazendo a respiração. Todos saem e fica Antunis fazendo a cena vendado, começa com um esparadrapo e depois se tocando, dançando. Enquanto ele dança o Henrique passa com a cena da janela, olhando por cima da janela.

Cena Ângela - Entra no palco, olhando para os lados, coloca uma mochila no canto, coloca um casaco em outro lado, depois pega notas de dinheiro, joga para cima e deita no chão. 2 minutos.

Cena Thaís, Mayara e Gerson, sentados, amarrados, um de costas para outro. Se esfregando, se soltam Gerson vai pegar uma garrafas, Thaís remexendo tecidos e Mayara parada com respiração ofegante. As duas caem no chão, Gerson derruba um copo e diz algo, as meninas respondem em coro. 3 minutos.

Cena Henrique, Lara, Thaís. 5 minutos.

Cena Elena, dançando com uma saia longa rodada. Entra Henrique. Se olham. 2 minutos.

Cena Vanessa. Entra de vestido apertado, saltos. Entra rindo, interagindo com o publico,  perguntando: Se mudaria algo em SP. Do que vc mais sente falta? 3 minutos.

Roda de discussão

Renata vai trazer por escrito um roteiro. Para ensaiar dentro do roteiro, mas com vida. Definir os figurinos ao longo dos ensaios. Tentar trocar o menos possível.
Cenário, cadeiras, que não pode ser as do Macu. Tem que ser simples de madeira.

Só tem mais 9 aulas. Atrasos não podem mais acontecer. Sem faltas.
Pensar em dias para ensaio e decidir.

Ficou acertado que a foto seria produzida e estaria pronto hoje, mas nao aconteceu.
Teatro tem prazos. Tem que cumprir.

Importante ter a organizção de tudo.
Definir uma equipe de produção.

Cada um tem que ter uma função no processo colaborativo.

Orcamento e banner – Lara e Thaís.


FIM


Bjo




19 de outubro de 2011

Os assistentes contra-atacam...

Queridos Amigos,

Peço desculpas pela demora na atualização do blog. Estava com problemas com o meu editor de textos, mas agora está tudo certo, vamo que vamo!

Aula dia 5 de outubro.


"Podem ter certeza que não foi quando descobriu a América, mas sim quando estava a descobri-la, que Colombo se sentiu feliz"
                                                                                                                 Fiodor Dostoievski








Aquecimento Giovanni e Érica.


Espreguiçar - 10 minutos.

Rolamentos no chão - 10 minutos.


Andar pelo espaço seguindo os commandos de movimentos  1 pular, 2 cair no chao, 3 parar, 4 abaixar o tronco como se desviasse de um tapa. 20 minutos.
Depois um faz e os outros copiam. 10 minutos.

Formar uma roda do com o ombro esquerdo para dentro da roda, caminhando e olhado para o centro da roda. Perceber a distância entre você e seu parceiro da frente . Ao comando, todos devem pular juntos. Depois todos tem que pular juntos sem combinar quem vai impulsionar o pulo. 20 minutos.

Parado olhando para um ponto fixo. Repetindo várias vezes, com força: Me dá. Fazendo um movimento de  com os braços na em para frente e para trás na altura da cintura, cada vez mais rápido. 5 minutos.

Depois olhando para um ponto fixo, repetir: Me deixa, me larga, soltando os braços como querendo se largar de alguém, cada vez mais rápido e intenso. 10 minutos.

Caminhando pela sala. Encontre um olhar. Pare em frente a pessoa, se olhem. Abraço intenso. Depois, sem combinar, um tenta sair e outro segura para tentar impedir. Perceber os sentimentos, como se sente quem quer sair? E como se sente quem não quer deixar o outro sair. Caminhando pela sala até encontrar um novo olhar, pare e se olhem. Sem combinar, um vai dizer: Eu quero e ou outro diz: Eu não quero. Improvisem. 2 vezes esse exercício. 20 minutos total.

Formar um corredor com 2 filas de pessoas, uma de frente para outra. Uma pessoa anda pelo corredor, de olhos fechados, e cada um que está formando o corredor abraça essa pessoa e diz algo positivo para ela. Pode ser um elogio, algo que gosta nela, tem que ser alguma coisa boa. 20 minutos.

Depois disso fizemos uma roda para dizer falar sobre os exercícios que passamos.

Depois do intervalo discussão sobre os textos.
Após discussão sobre a foto da montagem.
Divisão do 2 grupos para criar roteiros para a peça.

Fim.

Só para constar, foi muito bom fazer a aula neste dia.
Gratidão :-)





9 de outubro de 2011

Aula dia 3 de outubro.

"Liberte-se da escravidão mental. Ninguém além de você pode libertar sua mente."
                                                                                                                                  Bob Marley

Aula dia 3 de outubro.


Aquecimento em dupla. Massagem.
Deitados no cochonete primeiro um faz massagem, depois troca (15 minutos).

Duplas: uma pessoa da dupla é um bebê e a outra está cuidando desse bebe. 9:34
Como você se acochega no corpo do outro, como se encaixa? 
Quem cuida do bebê tem que proteger, cantar para o bebê. Pode ninar o seu bebê. 
Bebê: receba esse colo. 
Respirar. Entrar no aconchego, entrar na sensação de dar colo para outro. 
Proteger o bebe, dar afeto e carinho, dar colo. Ficar em silêncio, mas com a sonorizacao do ninar.
Perceber se tem que mudar a posição, se esse bebe está encaixado, acolhido.
Você é  uma grande mâe protetora que está acolhendo o outro. Existe um balanço, um ritmo um aconchego, uma calma, um silêncio. Quase como se vocês fossem se transformando em um só ser, essa conexão entre mãe e filho. Um ser divide em dois.
Dar o que vc gostaria de receber, o toque, perceber a sua respiracao e a do outro, vai ficando uma respiração só, um corpo só.
Aos poucos, sem perder essa conexao, troquem as funções: o bebê passa a ser mãe e a mãe passa a ser bebê. Mude o corpo sem perder a conexao, mudando a função, oferecendo o colo para o outro. Se permitindo, o maximo que você conseguir de abertura do seu corpo para receber esse ser, o máximo para abraçar e acolher esse bebê. Proteção e colo para o outro. Côncavo e convexo.
Existe o carinho o afeto, uma respiração só, os batimentos cardíacos como se fossem um só coração, tente se perceber como um ser só.
Aos poucos tentem carregar bebê.
Aos poucos se afaste do seu bebê. Como você vai se separar desse bebê? Embora vocês estejam fisicamente separados vocês tem um elo de ligação com essa pessoa, vai ter uma ligação com essa pessoa o resto da vida. Como é esse separação?
Essa dupla que se formou aqui e criou esse elo, vai continuar o semestre todo, cada um vai ter que se preocupar e acompanhar  ao outro. Como é essa separacao física?
Esse fio conductor que está com vocês, tem que prestar atenção, pode ser acionada durante o semestre.
O bebê abre os olhos e mantém essa conexão no olhar, mãe filho e filho mãe. Se olhem, se aconcheguem através desse olho, como se tivesse um colo através desse olhar. Primeira coisa quando o bebê nasce, busca o olhar da mãe (30 minutos).

Discussão

No geral todas as pessoas do grupo estão com o objetivo certo.
Manter o tesão inicial, como manter essa pesquisa/chama acesa p coletivo?
Cada um teve uma grande maturidade sobre o que atingiram, o que evoluíram.

RENATA

Todos estão no mesmo entendimento, ligados no que estamos pesquisando e construindo. Esse momento é muito importante, pedagogicamente, se pensarem em quando vocês entraram no curso básico,  o que vocês passaram para chegar no que vcs estão hoje, uma maturidade com a vivência. 
Os professores tentam vislumbrar a arte de uma forma mais ampla. Acreditar em várias vertentes. Em outras possibilidades artísticas, sensoriais. Aqui estamos fazendo o "eu" na circunstância.  Estamos tentando abrir a cabeça de pessoas viventes.
A performance é algo vivo. Montar peças nós sabemos. Mas é necessário, ao mesmo tempo deixar a aquilo vivo. Tem que continuar criando. Pensar que a coisa é viva até o dia da estréia.
Esse é o desafio, para nao cair na rotina de que tem que parar de montar a peça. Na lógica, vemos que ainda existe essa dificuldade mesmo para o artista de quando vai a uma peça tem que entender a peça, sem a leitura sensorial.
Qual a função do ator? O Ator forma o público que vai assistir. É como você dar cultura a uma criança, a gente aprende a ler, entender a arte como essa manifestacao individual artistica. O que queremos  enquanto artistas é fazer o publico se afetar.
Tem o superobjetivo, tem uma historia, só não tem os personagens. Uma pessoa que só assiste novela,  vai gostar apenas de algo desse tipo. Enquanto ator, temos que saber o que vamos fazer. Saber fazer de tudo, mas pensar no que quer realmente fazer.

Se pensarmos que existe uma hierarquia, que a "Renata" vai fazer tudo então como fica a criação coletiva e o teatro colaborativo.
Quem é esse dramaturgo? Somos nós!!
Fazer todo o processo de juntar as cenas criadas juntos. Construir juntos.

Renata fez 3 sinopses.

Real-Ações
Re- Ações
Relacoes em trânsito.

O homem contemporâneo e a sua eterna busca pela felicidade, inserido na incomunicabilidade e na solidão de uma grande metrópole.


Próxima aula: Aquecimento Giovanni

Segunda parte, texto do corpo cênico, trazer o texto lido e em grupo ter a síntese do que estudaram, estudo teórico do teatro colaborativo.

Fotografia do livro da amostras.

Dividir em dois grupos e construir a dramartugia, com a ordem das cenas, uma união das cenas. Propostas de mesclas das cenas. Depois tem uma terceira hipótese de amarração da Renata. E depois estudar para chegar a uma conclusão.

Coisas para pensarem:

Esse eu, a eterna busca pela felicidade, dentro dessa cidade.
Pensar que na cidade tem as coisas legais também,  um executivo tomando sorvete, um casal namorando, então não é só o feio ou o ruim.

O panorama urbano apresenta significações em constante processos de ação e visualização. Onde forma de interação.

Por hoje é só!

Vejo vocês amanhã.







2 de outubro de 2011

Algumas citações...

" No teatro de Pina Bausch a pessoa pode experimentar muitos modos de olhar, sempre atenta ao modo subjetivo que cada pessoa tem de assistir às relações e situações humanas [...] Há muitos modos de ver algo dentro de si mesmo como também dentro dos outros". (HOGHE,1980,13)

" Cidades são como pessoas, é preciso se apaixonar para descobri-las"
(KATZ,2000,15)

30 de setembro de 2011


Aja antes de falar e, portanto, fale de acordo com os seus atos.
(CONFÚCIO)

Aula dia 28 de setembro de 2011(quarta-feira)

Roda de espreguiçar; Dançar uma música cigana.

Corrida biomecânica do Meyerhold:
Uma corrida de um lado para o outro, não deixar o palco vazio, deixar os braços e os joelhos cortarem o ar; “agora como se fosse saltar barreiras, obstáculos”, ”se eu impulsiono, eu salto mais”, “pensar no atleta”, cortando as linhas geométricas no espaço.

Tempo

Agora em cada momento que entrar em cena fazer uma mimese de uma imagem vista na rua(campo de investigação) não pode pensar, deixar o corpo vir, podem ter até várias passagens ao mesmo tempo, mas não pode ficar o palco vazio, perceber a respiração e os estados, se você anda, você também ESTÁ, trazer a biodinâmica do corpo,(empurrando, abaixando, solto, para cima, desorientado) se for rápido, RÁPIDO, lento, LENTO. 10 minutos

Agora a partir disso, fazer o exercício pedido na segunda-feira e apresentar na sequência.

Apresentação do exercício pedido na segunda-feira

Silvio- Entra com uma blusa de touca, e as mangas jogadas pelos braços, anda devagar pelo meio de cadeiras, senta-se num banco.

Elena- Varre bagunça no chão, procura algo nas sacolas e malas, volta a varrer, deixa a vassoura de lado, procura algo numa sacola, para, olha para o público, mexe nas bolsas e sacolas, guarda tudo numa sacola, come, pega a vassoura junto com a bolsa e sai.

André- Arruma cadeiras com sacos de lixo em cima, vai para um banquinho, se deita com uma touca na cabeça, pega um papelão do chão e vai procurando comida nos sacos de lixo e coloca na “bandeja” e depois leva ao banquinho onde estava deitado.

Antunis- Mãos dadas, numa posição de “feto”, joelhos juntos passa de um lado da parede para o outro com dificuldade, se arrastando.

Letícia- Deitada, dormindo enrolada numa coberta, latinha de cerveja e coca-cola espalhadas, saco de lixo próximo, pega a coca-cola, abre, bebe, faz “tantantantantan” e arrota, deita.

Lara- Vestido, salto, elegante, pede para ajudarem uma mulher ferrada, fala: -“Vocês são tão elegantes, ajudem uma mulher ferrada.” Pega  a coberta da Letícia e coloca nela, pega a lata de cerveja vazia.

Natália- Começa a ler um jornal e mexer no lixo, coloca o jornal no lixo, pega mais jornal, coloca no lixo, pega a latinha e bebe.

Mayara- Sentada num pano vermelho, começa a fazer “ru, ru” deita, e senta com batom na metade da boca, pega cigarro entre os dedos do pé, coloca na boca, depois nos cotovelos.

Vanessa- Troca de roupa, tira uma preta longa e uma sandália, fica com um microvestido e andando desordenadamente pergunta do que as pessoas sentem falta.

Henrique- De terno e gravata anda com as mãos nos olhos por todos os cantos, sai, volta com uma corda estende entre as mãos, vai perto de casa pessoa e olha nos olhos, só olha.

Thais- É barrada atrás da linha vermelha(banco/voz externa da Vanessa) fica revoltada, vai para o outro lado e pede dinheiro para a Santa chamando ela de “Dona”, depois fala que tá todo mundo rindo dela e xinga todos de filhos da puta, e desenha o contorno do corpo do William deitado.

William- Deitado, senta-se tira a sacola da cabeça, começa a tirar roupa social de dentro da sacola e se troca, canta uma música e sai.

Otávia- Ri, anda, pendendo, cheira a parede e ri, anda, cheira.

Gerson- Reclamando da vida, andando de um lado para o outro, com uma blusa no ombro, para no meio, se abaixa, levanta e volta a reclamar, deita em cima do jornal.

Agora cada ator vai escrever no seu caderno respondendo as seguintes questões:

1ª Sensações e afetações sobre as cenas de hoje. (1 minuto para responder)

2ª O que você lembra até agora, se você fosse fazer uma linha de tudo o que vocês fizeram, o que você lembra desde o início até hoje, agora? (1 minuto)

3ª Sobre o que estamos falando? (1 minuto)

4ª Qual o nome da peça? (1 minuto)

5ª Escreva uma sinopse. (2 minutos)

Intervalo

Roda

Cada um leu seu caderninho falando suas respostas sobre as questões perguntadas antes do intervalo.
Está tudo casando, como a gente faz um processo de criação coletiva, como todos estão no mesmo barco, ninguém está viajando, todos estão falando praticamente as mesmas coisas, isso é muito interessante.
Todos dão as coisas escritas para a Renata, para ela pensar e linkar um nome, sinopse.

A Renata está bem feliz com o processo de evolução.

Momento de avaliação: Reler o que escreveu no papel escrito no 1º dia de aula e escrever o que mudou, não mudou, precisa mudar, o que é preciso fazer, etc. e devolver para a Renata, André e Antunis entregar na segunda-feira.

Pegamos os nomes artísticos dos atores para mandar para a escola para fazer o livrinho da mostra, verifiquem se estão corretos:
André Rabello, Ângela Calderazzo, Elena Urias, Gerson Corrêa, Henrique Antunis, Henrique Figueiredo, Lara Bordin, Letícia Bassit, Mayara Matsen, Natália Garcia, Otávia Costalonga Rodrigues, Silvio Amerise, Thais Rossetto, Vanessa Upyr, William Zimolo

Beijos e abraços meus queridos, estou amando tudo isso, uma experiência maravilhosa, na vida de todos tenho certeza, processo de montagem ímpar.
Até mais.
Giovanni Peixoto

26 de setembro de 2011

Aula do dia 26 de Setembro de 2011

"..." Fiquei procurando uma epígrafe linda, iguais as que a Érica coloca, mas não encontrei nada que pontuasse a força do vivido hoje.

Iniciamos a aula com um aquecimento de chão, partindo do centro para a periferia, inspirando e expirando o ar, no movimento de contração e expansão. Ainda deitados pegar os pés como bebes e começar a rolar, explorar o nível baixo e médio e indicando o alto, quando possível se manter na supensão. Desse movimento partir para a caminhada, mantendo os gestos "estranhados", andar ocupando os espaços vazios e no meu comando se juntando, formando um coro, e às vezes parando no lugar e só mantendo os gestos. Repetimos isso por algum tempo.
Percebo que já há uma facilidade para perceber a "energia" e as possibilidades de "estranhamento". O grupo responde bem.
Depois desse aquecimento, fizemos uma roda e falei das datas da Mostra: 5, 6 e 7 de Dezembro, segunda, terça e quarta-feira no teatro 4 e depois expliquei como seria a dinâmica para nossa pesquisa na rua. 1º momento: observação e deixar-se afetar pelas imagens.
Itinerário: Até a Igreja de Santa Cecília, para o primeirso encontro e depois até a praça da República.
Na praça da República fizemos uma roda dentro do coreto e falamos sobre as primeiras impressões, pedi para que no caminho de volta, observassem com um olhar de cineasta, com dimensão, profundidade e recortes, se deixassem afetar pelas misturas provocadas pela cidade.
Voltamos ao Macu e falamos na roda dos próximos passos:

Para quarta-feira:proposta de sinopse e nome para a peça e realização do exercício cênico, partindo das afetações da rua. Também haverá uma reflexão de avaliação bimestral. Fechamento de um 1º ciclo.

Registrem suas impressões e afetações cênicas.

Evoé!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

21 de setembro de 2011

Diretamente do mundo da afetação

Postando diretamente da aula, enquanto vocês estão fazendo um aquecimento bem interessante, com sons  que causam estranhamento e movimentos diversos.

Eu e o Giovanni estamos aqui assistindo a tudo e delirando com essas afetações que vocês trazem. Incrível fonte de inspiração!!

Aula dia 19 de setembro.


"Não quero ter a terrível limitação de quem vive apenas do que é passível de fazer sentido. Eu não: quero uma verdade inventada"
Clarice Lispector 

AQUECIMENTO

Caminhando pelo sala, afetado pela música (clássica). Pensando em como ativar o corpo, criando movimentos para acordar o corpo. Talvez encontre um movimento que está gostoso de fazer, estimulante, então vai repetindo o movimento, brincando com as possibilidades. Respiração. O corpo tem uma memória e aos poucos vocês se lembram das aulas passadas, os movimentos criados. Como se aquece o corpo do ator?  Não é a mente, pois a mente diz que está com preguiça. Mexendo todas as partes do corpo, inclusive o rosto, a face.
Recupere alguns aquecimentos que vocês tem no repertório. Isso passa ser um repertório do grupo para usar nos ensaios, antes da apresentação (15 minutos).

1.  Caminhe olhando para um ponto fixo. Um corpo que anda. Primeiro eu olho e depois vou. Percebendo a ocupação dos espaços vazios. Criando linhas geométricas dentro do espaço. Abra o externo e o rosto. Queremos ver seu rosto. Pare diante dos obstáculos, quando cruzar com alguém. Ocupe melhor os espacos vazios. Primeiro olhe e depois vá até o ponto. Cresce o pescoço (2 minutos).        

2.    Pare no meio, olhe para 2 pontos diferentes, fique na dúvida, decida e vá. Trabalhar a dúvida, qual a respiração da dúvida? Acrescentar um terceiro ponto, para surgir a desorientação.  Depois um quarto ponto, para crescer a desorientação. Impulso de ir para um lugar e depois outro. Impulso de coluna. Não pare para pensar! Quebrar a coluna. Estamos desconstruindo, deixe vir a desorientação. Acrescentar um quinto ponto. Ir até chegar a queda, deixe a queda acontecer. O que é essa queda? Cair e levantar e ter que continuar a vida? Caia, lute contra o chão, brigue com o chão, com raça, determinação. Pense: eu vou vencer, não sou um perdedor! Solte a cabeça solte o ar. Use a gravidade ao seu favor. Perceba o corpo. Respire, traga os sons, coloque para fora. Continua a desorientação, respiração. Ocupe melhor o espaço cênico, vá em direção ao espaço vazio. Solte o ar, a respiração, palavras deixe vir. Mais intensidade. Jogue seu som para fora. As rasteiras da vida. Perceba cada movimento, articulação, como você faz para se levantar e cair, domine o seu corpo. Vai deixando mais lento, mas com a mesma intensidade, como se estivesse caminhando em câmera lenta, deixe o filme lento, mas não mude a intensidade, suspensão do movimento, a queda é em câmera lenta. A desorientação é em câmera lenta, trabalhar intensidade, onde está a força, tem que ter a mesmo força para o rápido e lento. Percebendo as deturpações do seu corpo, pedacinho por pedacinho. Deixe mais lento. Questione: Para onde eu olho? Para onde vou? Qual minha direção? Qual meu ponto de apoio? Como esta minha respiração? Não entre no ritmo da musica. Perceba o corpo, todo o corpo envolvido, até o dedinho do pé. Cada pedacinho do seu corpo. Você tem que ter percepção. Para onde você está mandando a força? Intensidade no olhar, um olhar próximo, no horizonte, para o outro, onde está esse olhar?? Olhar também é lento (18 minutos).

3.     Agora sem o estimulo da musica. Trabalhando o silêncio. Respirem. Intensidade. Trabalhe o lento até encontrar uma pausa, a imobilidade. E fique nela, nessa imagem. Pausa até  o comando de sair correndo (7 minutos).

4.     Correndo para os espaços vazios (1 minuto).

5.      Parado, suspensão (1 minuto).

6.  No lugar vai relaxando, voltando ao corpo neutro, sem perder o estado do corpo, a intensidade que conseguiram. Desse ponto inicie uma trajetória e finalize no mesmo ponto. Desenhar a trajetória , pode ser longa ou curta, circular ou retas. Repetir para ter consciência disso. Chegue ao vértice novamente (2 minutos).

7.    Execute a trajetoria novamente, dizendo: Eu gosto de…. Volte ao ponto  e faça novamente dizendo: Eu não gosto de… Repita dizendo:  Eu quero… Depois dizendo:  Eu sou...  Falar para todo mundo ouvir (2 minutos).

9.  Caminhe em várias direções e trabalhe o olhar.  Olhe para alguém, crie um encontro (afetação) e depois uma separação. Quem está só, trabalhe a solidão até encontrar alguém. Com todo o corpo, com toda a intensidade, com todo calor e energia que um transmite ao outro, toda a entrega. Ao estar só, sentir o só a angustia de não ter o outro, a busca pelo outro. O corpo todo nesse abraço, abraço de urso. Encontro de encaixe.  Agarre o outro. Um quer sair e o outro não deixa, comece uma luta, respire. Inverte a pessoa que quer sair (4 minutos).

10.  Congele na atitude. Parar com olhar, tônus (1 minuto).

11. Relaxe e caminhe em silêncio.

12.  Caminhando lembrando os " gestus" do cronotopo da Pina. Trazer o repertório, cada um na sua ordem, colocando o seu "eu" para isso (5 minutos).

Alongar por 5 minutos. Engolir saliva e aquecer a voz. Perceba o estado do corpo, o corpo do ator, da energia, o corpo está com outra energia. Pensar no que precisa fazer para manter a energia, mas também cuidar do corpo, se alongar e aquecer a voz.


Quando tiverem um tempo livre de aquecimento, podem usar esses repertórios. Cada um pode compor o seu próprio repertório, percebendo o que está precisando naquele momento.
A questao do limite é muito relativa, se vocês ficarem sempre na sua zona de conforto, nunca vão saber até onde podem ir. Então procurem avançar um pouco mais a cada dia, claro que não devem chegar ao transe ou desmaiar, mas podem investigar até onde conseguem ir, sem perder o controle total, entender as mudanças de estados. Esse é o trabalho do ator, investigar suas alterações.

Juntem-se em duplas para trabalhar as cenas escolhidas nos cronotopos.

APRESENTAÇÃO DAS CENAS.

(CONSIDERAÇÕES RENATA)

Momento de teatralizar as imagens, cronotopos. No exemplo da Leticia, o que ela pode usar dentro do saco pare preencher e dar a impressão de tijolos, sabendo que tijolo não é possível.
Experimentar, aqui estamos experimentando.
Aqui existe um trabalho da intimidade, porém a escola não permite o nu, então podemos investigar e experimentar e se perceber quanto ao corpo nas aulas. Usar esse momento e espaço, para não pirar fora daqui. Como trabalhar a nudez teatralmente nesse universo.

Cena 1 Silvio e Otávia.

Ele entra curvado, carregando a Otávia nas costas. Da uma volta pelo palco e para no centro (1 minuto).

Talvez tentar a cena com a Otávia carregando o Silvio.

Cena 2 Henrique, Thaís e Lara.
Uma mesa e duas cadeiras no centro do palco. Henrique e Thaís estão no palco. Entra Lara. Henrique vira a cadeira e Lara se senta. Thaís sai, vai até o fundo do palco,  coloca um chapéu e pega umas pastas. Henrique toca o rosto da Lara, que está estática, depois tira o casaco, está vestindo um babydoll e calças. Ele chama Lara, que não responde. Ele tira as calças, vira ela de frente e tenta beija-la. Ela empurra ele e arruma a roupa.  Então levanta, passa um blush no rosto dele, depois em seu rosto e sai. Entra Thaís, falando da cidade de São Paulo descompassadamente, sobre trânsito, metrô, pessoas, etc. Henrique coloca a roupa enquanto Thaís fala e não presta atenção no que ela diz, só concorda quando ela questiona (6 minutos).

Cena 3 Antunis.
De pé, vestindo saia. Anda pelo palco e vai mexendo os braços se tocando. Repete o movimento várias vezes. Música ao fundo (3minutos).

Pesquisar textos no blog que a Renata criou. Sobre performance, Ze celso, Bob Wilson, Pina.
Referências, filme: "Arvore da vida", peça do Edu: "Outra sina de existir". Perceber a questão do texto não dramático. A questão da atmosfera, em um momento todos dançam freneticamente, depois param e ficam em suspensão, pausa. O trabalho criativo é fazer a pratica.
Investigar a questão da imagem e possibilidades de fazer projeções.

Para quarta-feira todos deverão passar as cenas.