Bob Marley
Aula dia 3 de outubro.
Aquecimento em dupla. Massagem.
Deitados no cochonete primeiro um faz massagem, depois troca (15 minutos).
Duplas: uma pessoa da dupla é um bebê e a outra está cuidando desse bebe. 9:34
Como você se acochega no corpo do outro, como se encaixa?
Quem cuida do bebê tem que proteger, cantar para o bebê. Pode ninar o seu bebê.
Bebê: receba esse colo.
Respirar. Entrar no aconchego, entrar na sensação de dar colo para outro.
Proteger o bebe, dar afeto e carinho, dar colo. Ficar em silêncio, mas com a sonorizacao do ninar.
Perceber se tem que mudar a posição, se esse bebe está encaixado, acolhido.
Você é uma grande mâe protetora que está acolhendo o outro. Existe um balanço, um ritmo um aconchego, uma calma, um silêncio. Quase como se vocês fossem se transformando em um só ser, essa conexão entre mãe e filho. Um ser divide em dois.
Dar o que vc gostaria de receber, o toque, perceber a sua respiracao e a do outro, vai ficando uma respiração só, um corpo só.
Aos poucos, sem perder essa conexao, troquem as funções: o bebê passa a ser mãe e a mãe passa a ser bebê. Mude o corpo sem perder a conexao, mudando a função, oferecendo o colo para o outro. Se permitindo, o maximo que você conseguir de abertura do seu corpo para receber esse ser, o máximo para abraçar e acolher esse bebê. Proteção e colo para o outro. Côncavo e convexo.
Existe o carinho o afeto, uma respiração só, os batimentos cardíacos como se fossem um só coração, tente se perceber como um ser só.
Aos poucos tentem carregar bebê.
Aos poucos se afaste do seu bebê. Como você vai se separar desse bebê? Embora vocês estejam fisicamente separados vocês tem um elo de ligação com essa pessoa, vai ter uma ligação com essa pessoa o resto da vida. Como é esse separação?
Essa dupla que se formou aqui e criou esse elo, vai continuar o semestre todo, cada um vai ter que se preocupar e acompanhar ao outro. Como é essa separacao física?
Esse fio conductor que está com vocês, tem que prestar atenção, pode ser acionada durante o semestre.
O bebê abre os olhos e mantém essa conexão no olhar, mãe filho e filho mãe. Se olhem, se aconcheguem através desse olho, como se tivesse um colo através desse olhar. Primeira coisa quando o bebê nasce, busca o olhar da mãe (30 minutos).
No geral todas as pessoas do grupo estão com o objetivo certo.
Manter o tesão inicial, como manter essa pesquisa/chama acesa p coletivo?
Cada um teve uma grande maturidade sobre o que atingiram, o que evoluíram.
RENATA
Todos estão no mesmo entendimento, ligados no que estamos pesquisando e construindo. Esse momento é muito importante, pedagogicamente, se pensarem em quando vocês entraram no curso básico, o que vocês passaram para chegar no que vcs estão hoje, uma maturidade com a vivência.
Os professores tentam vislumbrar a arte de uma forma mais ampla. Acreditar em várias vertentes. Em outras possibilidades artísticas, sensoriais. Aqui estamos fazendo o "eu" na circunstância. Estamos tentando abrir a cabeça de pessoas viventes.
A performance é algo vivo. Montar peças nós sabemos. Mas é necessário, ao mesmo tempo deixar a aquilo vivo. Tem que continuar criando. Pensar que a coisa é viva até o dia da estréia.
Esse é o desafio, para nao cair na rotina de que tem que parar de montar a peça. Na lógica, vemos que ainda existe essa dificuldade mesmo para o artista de quando vai a uma peça tem que entender a peça, sem a leitura sensorial.
Qual a função do ator? O Ator forma o público que vai assistir. É como você dar cultura a uma criança, a gente aprende a ler, entender a arte como essa manifestacao individual artistica. O que queremos enquanto artistas é fazer o publico se afetar.
Tem o superobjetivo, tem uma historia, só não tem os personagens. Uma pessoa que só assiste novela, vai gostar apenas de algo desse tipo. Enquanto ator, temos que saber o que vamos fazer. Saber fazer de tudo, mas pensar no que quer realmente fazer.
Se pensarmos que existe uma hierarquia, que a "Renata" vai fazer tudo então como fica a criação coletiva e o teatro colaborativo.
Quem é esse dramaturgo? Somos nós!!
Fazer todo o processo de juntar as cenas criadas juntos. Construir juntos.
Renata fez 3 sinopses.
Real-Ações
Re- Ações
Relacoes em trânsito.
O homem contemporâneo e a sua eterna busca pela felicidade, inserido na incomunicabilidade e na solidão de uma grande metrópole.
Próxima aula: Aquecimento Giovanni
Segunda parte, texto do corpo cênico, trazer o texto lido e em grupo ter a síntese do que estudaram, estudo teórico do teatro colaborativo.
Fotografia do livro da amostras.
Dividir em dois grupos e construir a dramartugia, com a ordem das cenas, uma união das cenas. Propostas de mesclas das cenas. Depois tem uma terceira hipótese de amarração da Renata. E depois estudar para chegar a uma conclusão.
Coisas para pensarem:
Esse eu, a eterna busca pela felicidade, dentro dessa cidade.
Pensar que na cidade tem as coisas legais também, um executivo tomando sorvete, um casal namorando, então não é só o feio ou o ruim.
O panorama urbano apresenta significações em constante processos de ação e visualização. Onde forma de interação.
Por hoje é só!
Vejo vocês amanhã.
Obrigado por mais um relatório detalhado, Erica!
ResponderExcluirEu amei o exercício da mãe e filho, foi uma experiencia muito boa essa de voltar a ser um bebê e se entregar aos cuidados do outro, e também de ser "mãe", poder cuidar, acolher outro ser de uma forma tão pura. Queria ter podido realmente carregar o "bebê", mas não tenho essa força toda hahahaha
Sobre nome e sinopse, sem comentários, ficou genial!
Beijos!
Fiz um projeto de "teaser" pro nosso espetáculo com o material que gravamos na paulista: http://www.youtube.com/watch?v=6atLRLhsuDk Nele estão presentes só eu, Thais e William. Quem tiver disponibilidade de horários para performar e termos material de mais gente do grupo, fale.
ResponderExcluirAdoreeei o exercício do bebê e da mãe. Muito bom voltar a receber um colinho quase que "materno", juro que tava quase dormindo (Valeu Van ;D). E pelo outro lado muito bom também dar o colo, perceber que você tem nas mãos uma pessoa, e ela só vai ficar confortável se você fizer ela ficar confortável! senti responsabilidade, cuidado!
ResponderExcluirbeijos!
Eu adorei a aula... o mais marcante mesmo foi o exercício mãe/bebe. É diferente você conseguir encontrar o aconchego em alguém que você supostamente conhece, mas é bom; você acaba percebendo o quanto pode confiar. Saber que essa pessoa se predispõe a cuidar de você, mesmo que seja um exercício (o que não acredito que tenha sido no meu caso - senti que eu e a Naty ficamos mesmo mais próximas). É um conforto inesperado, mas muito bem recebido.
ResponderExcluirBeijinhos