Pensando no motivo maior da existência deste blog, veio a idéia para o título do primeiro post.
Eu me sinto inspirada por esta frase. Ela me passa uma energia de movimento, uma sensação de que tudo é possível, desde que seja colocado em prática.
Então, vamos por a mão na massa e colocar nossas idéias aqui.
A partir de hoje, vou postar os relatórios das aulas de montagem no blog. Conto com a colaboração de TODOS do grupo, com comentários, sugestões, críticas, angústias, dificuldades, desabafos, alegrias, informações, enfim, qualquer coisa que possa acrescentar à pesquisa da nossa montagem
Segue o primeiro relatório.
São Paulo, 22 de Agosto de 2011
“Não importa onde você parou, em que momento da vida você cansou. Recomeçar é dar uma nova chance a si mesmo, é renovar as esperanças na vida e o mais importante, acreditar em você de novo.”
Carlos Drummond de Andrade.
Aula - Seminário sobre Pina Bausch.
1o Grupo falou sobre a vida e obra. Principais pontos abordados:
- Primeiros contatos com arte e dança, foram na infância;
- Dizia que se expressava melhor com a dança do que com palavras, pois era tímida;
- Sua vida teve uma perspectiva diferente depois que ela se mudou para NY, ondeentendeu/encontrou a “liberdade”. Influências contemporâneas, sair do padrão, renovação,início da dança moderna;
- Depois da temporada em NYC, foi convidada a voltar para Alemanha como solista do ballet einiciou a criação das primeiras coreografias, entre elas “Fragmentos” e “No Vento do Tempo”;
- Encontrou no marido um grande apoio para continuar suas idéias, que não eram muito bemaceitas no começo da carreira;
- 1980 – Após a morte do marido, aprendeu a trabalhar mais com a perda e a dor na hora detranscrever a dança e teatro;
- Decidiu ser coreógrafa, pois não estava satisfeita com as peças/coreografias que existiam atéentão;
- Dizia que era inconcebível fazer teatro sem dança e vice-versa, ela acreditava que umcomplementava o outro. Passou a fazer uma pesquisa particular, para construir um novo tipode abordagem através da coreografia.
- As criações dela causavam grande estranhamento no público. O que a deixava um poucofrustrada. Durante a criação de uma coreografia, muitos do elenco abandonaram a peça no meio do processo, então ela continuou com o que sobrou do elenco, pessoas que estavam fora do perfil para bailarinos, por causa dessa situação ela encontrou um novo universo para criar, com essas pessoas;
- Nas suas obras estão sempre presentes: Sentidos, aromas, impacto visual, combinação de vestes, peças de roupas refinadas para explorar o corpo do bailarino, sapatos de salto, mesmo em homens. Causar exaustão, equilíbrio, usava a disciplina do ballet com a pesquisa do íntimo de cada um; Coreografia, primeiro criava o movimento, depois o cenário, para integrar as duas coisas de acordo com a idéia que ela tinha da coreografia; Usava muito contradições, críticas sociais e desconstrução.
- Do mestre ela aprendeu honestidade de precisão. 2o Grupo falou sobre Processo de Criação das Obras. Principais pontos:
- O processo de criação das obras partia das turnês que ela fazia com seu grupo. Pedia para o elenco “ se contaminar” com a cultura local. Era um processo de métodos;
- Questionava o que afetava a cada um. Dizia: “Eu não investigo como as pessoas se movem, mas o que as movem”;
- Nos EUA ela teve contato fora do centro, da metrópole. Foi conhecer o interior, campo, etc.;
- Montagem começa por uma pesquisa de campo, os bailarinos são orientados a agir e reagir, aírelatam suas experiências, não existe um roteiro, é uma material humano;
- Começa do improviso, seleção, estuda o movimento aí ensaia e limpa;
- Fonte de inspiração, relações humanas, sentimentos e cotidiano ( batalha dos sexos);
- Busca do subjetivo de cada um dos bailarinos, com perguntas pessoas, para responder compalavras e movimentos;
- Perguntas:
Faça coisas que te deixem envergonhados. Mexa a parte favorita do seu corpo.
Como você se comporta quando perde algo? Faça seu nome com movimentos.Pregar uma peça em alguém. Descobrir símbolos da paz. Comunicar através de ruídos.
- Cantar uma canção para uma arvore. Abrir a casca de um ovo quente. Brincar para reprimir o medo.
- O início do processo seria observar, começa do concreto, mas é subjetivo, o ponto de vista de cada um, aí sim começa o trabalho, o improviso, e depois volta para técnica;
- Usa as repetições, pois estimula os paradoxos, que é para desarrumar a técnica clássica. Equilibro do clássico, que é uma forma muito racional, mas traz uma loucura;
- Instigar formas diferentes de se expressar;
- Traz outras artes, multidisciplinar, que é o híbrido;
- Repetição e exaustão, para encontrar a mudança, pois o indivíduo não é espontâneo;
Comentários da Professora.
No processo como atriz, o importante é trazer a pesquisa, sem pensar em que tipo de estranhamento pode causar, mas trazer o seu subjetivo.
Investigação pessoal, investigar a cidade, afetação e trazer isso dentro das temáticas específicas.
Fazer uma pesquisa sobre a cidade de São Paulo. Ver o que acontece na cidade, trazer o material de q do cotidiano da cidade. Sem preconceitos na pesquisa, trazer tudo e depois pensar no que fazer ou não fazer, selecionar material. Num primeiro momento não pode ter julgamento.
Como vamos querer afetar esse público?
Depois do intervalo , parte final do filme “O Lamento da Imperatriz”.
Discussão sobre as cenas do filme, o que cada uma quer dizer.Ruídos na comunicação, varias formas de comunicação, através de sons, sem usar palavras.
Feminino, mulher tentando estar nas relações, buscando a harmonia, felicidade, mulher como a grande a imperatriz.
Etapas da Criação
Voltar as perguntas do “Eu”, as cenas dos cotidianos que nos afetam na cidade de São Paulo.Figurino, referências de roupas sociais, sapatos de salto, saias, sapato vermelho. (Trazer propostas com coisas da Pina).
Outra Etapa
Selecionar cenas para investigar. Dividir em algumas das cenas do filme, trabalhar e criar em cima das cenas. Cada dupla, trio, individuo vai verticalizar uma busca para criar uma cena. Terão momentos de cenas coletivas e cenas separadas.
PARA QUARTA-FEIRA
Trabalho físico na cena.
Trabalhar 1o cena do Eu, se der tempo trabalhar cenas do cotidiano de São Paulo.Trazer imagens fotos, relatos do que viu, para trabalhar as cenas.
Trabalhar a pergunta:
“O que você busca, na sua vida hoje?”
Recomeçar... Cada semestre é um recomeço, um novo início, um frio na barriga, será que vai dar certo? Confiança no outro, eis o caminho.
ResponderExcluirMas quem é esse outro hoje? Olhar do lado. Acreditar. Viver intensamente.
01/08 - primeira aula.. muita ansiedade "Será que a Rê vai realmente nos dar aula?" chegando na sala "tchan tchan tchan tchan": Renata Kamla. Só eu sei o qto eu fiquei feliz em te-la novamente como professora, orientadora e agora também como diretora. Confio na Re de olhos fechados e nos meus amigos também e acredito completamente nesse recomeço, novo semestre, novo projeto. Estou aberta a tudo, a minha intenção é "me jogar", sem amarras, sem bloqueios, "sem" limites, e farei de tudo para dar o meu máximo, contribuindo para que nosso projeto se concretize da melhor maneira possível.
ResponderExcluirAgora falando um pouco sobre a Pina Bausch.., eu sabia muito pouco sobre ela, e só fui pesquisar a fundo mesmo para nosso seminário e projeto. Confesso que fiquei deslumbrada com essa mulher e ao ler sua biografia até chorei quando chegou na sua morte. Não páro de pesquisar sobre ela, traduzi praticamente metade do site da sua Companhia porque acreditava que as informações ali postadas seriam mais fidedignas. Ela é viciante! Suas obras então..., nem se fala! Estou feliz, alucinada, empolgada com nosso projeto e saber que ele será baseado em algumas de suas obras e técnicas e também porque iremos carregar um pouquinho da Pina conosco, pelo resto de nossas vidas!