Expectativas para a próxima semana... O trabalho está se intensificando e nós, do lado de cá, nos empolgamos com o a dedicação e envolvimento de vocês nesse processo.
Continuem motivados e se entreguem, cada vez mais, nesse processo que está tão rico e será, sem dúvidas, uma grande fonte de aprendizado para todos nós.
Arrasem!
Aula do dia 14 de setembro.
"Do rio que tudo arrasta, diz-se que é violento. Mas ninguém chama violentas às margens que o comprimem."
Bertolt Brecht
Aquecimento
Caminhando pela sala, livre, mas usando ações e movimentos criados na aula anterior. A maioria está vestido com roupas que trouxeram para figurino. (10 minutos.)
Espreguiçando. (2minutos)
Assistimos um video de uma coreografia da Pina (4 minutos) depois todos tentaram reproduzir os mesmos movimentos do video. ( 5 minutos)
Renata: O que afeta vocês quando assitem uma coreografia da Pina? Ver esse bailarino/ator fazendo dança teatro?
Discussao: Intensidade dos movimentos, desconstrução.
Buscar a nossa identidade, trazer a nossa rotina do nosso universe da cidade de São Paulo. Perceber como é esse movimento que vocês estão repetindo. Se perguntar: O que eu estou querendo colocar para fora? Para justificar o movimento.
Pensar nos coletivos na cidade de São Paulo. Como um coro de meninos vestidos de terno, com crachás. Ou o metro as 18 horas.
Renata:
A repeticao do fîsico altera o estado emocional. A intensida provoca outros estados. É como a questão do transe, alguns grupos de teatro trabalham o transe, mas até o ponto em que conseguem controlar isso. Não pode passar do limite, pois é preciso ter esse registro para poder acessar quando for necessário.
Mas para isso é preciso se entregar, estar aberto ao novo.
Todos reproduziram os movimentos ao comando da Renata:
- Lutar contra si mesmo.
- Solta a respiração, solta o ar.
- Que significado isso traz para você?
- Preenchendo essa tecnica, esse corpo.
- É belo também o que vocês estao fazendo.
- Deixando tudo mais intenso.
- Perceber o estado de mudança.
- Alguns poderiam ter ido mais.
- Alteraçao do estado físico e emocional.Caminhando e parar em suspensão, que não é uma pausa.
Toda vez que deixar o tronco cair para frente, soltar também a cabeça.
Assistimos outra parte do filme da coreografia da Pina.
Depois disso, sentados em um roda, cada um leu o seu cronotopo, retirado do livro sobre a obra da Pina.
Cenas espacos internos
1. Andre, Antunis, Gerson, Elena.
Entram no metrô. Na seqüência entra Elena, com um grande chapéu e comenta sobre o tempo. Proxima estacao os meninos descem passando por cima da Elena. Ela diz: Vocês nao tem educacao nao?
2. William, Thais, Mayara Angela e Juliana.
3 cadeiras, 3 sentados e 2 de pé. Assim que a pessoa sentada levanta, o que esta de pé sai correndo para sentar no lugar. Essa seqüência se repete por várias vezes. Entra uma senhora idosa, ninguém da lugar. Ninguem se olha. Uma pessoa de pé coloca a bolsa nas costas de quem está sentado. Disputa pelos lugares vazios. Uma pessoa com varias bolsas e quem esta sentado nem olha.
3. Silvio, Lara, Henrique Otávia e Natalia.
Henrique entra, caminha pelo espaco, mexendo primeiro a cabeça para uma direção e depois vai com o corpo até chegar em um ponto e repete o movimento várias vezes até ficar de frente para uma cadeira no meio do palco e sentar. Entra Silvio e faz a mesma coisa, quando chega na cadeira, senta de um lado. Depois Otavia faz a mesma coisa até chegar na cadeira e sentar do outro lado. Natalia faz a mesma coisa até chegar na cadeira e sentar no colo da Otavia. Depois Lara faz a mesma coisa, chega ao meio e senta em cima da Natalia. Henrique tira um guardanapo do bolso e limpa a boca.
André -- Rapaz de terno e gravata se barbeando.
Lara -- Cena 45 - Relações culturais, oposicoes.
Cena 4 - Busca, procura por algo, a mãe representa segurança do abrigo e proteçao. A floresta simboliza perigo, inconsciente. BUSCA importante.
Thais -- Cena 52 - Relações homens/ mulheres.
Angela -- Cena 10 - Relação do bem e mal, divino e satanico, puro e impuro. Buscar esse EU inserido nessa cidade, convivendo.
Vanessa -- Cena 17
Antunis -- Cena 51
Elena -- Cena 85
Gerson -- Cena 23 - A dimensao da solidao humana, que parece ser um exercidio da contemporaneidade humana. Palavra mãe.
Silvio -- Cena 18
Otavia -- Cena 36 e cena 69
Mayara -- Cena13
Natalia -- Cena 29 e 74 - ponte com o Silvio. Cria um ponte com o público, pois ele se questiona se vai cair ou não por causa do equilibrio.
William -- Cena 45 - Mesma da Lara e Herique.
William e Juliana -- Cena 20 - Limite do som, falta de ar, pensar na atmosferas. Cada cena tem uma atmosfera diferente.
PRÓXIMA AULA
Continuar na investigacao do cronotopo.
Campo de investigacao nas ruas.
Fim.
Vejo vocês amanhã bem cedo!!
Hey!
ResponderExcluirEra um elevador e não um metrô na nossa cena :)
Meu espírito continuava a bailar acima do meu corpo até sexta. Quarta-feira eu percebi que a repetição realmente mexe com algo dentro de mim.
Na nossa cena dos espeços internos, era um restaurente :) mas acho que nao deu para passar essa idéia claramente!
ResponderExcluirComo sempre chego empolgada, e com sede de tudo, mas nessa aula acho que por chegar atrasada não fiz o alongamento necessário e acabei de machucando! na aula de hoje (dia 19) foi para mim muito ruim nao participar da aula, mas ao mesmo tempo foi boa a visão de fora, e percebi o quanto todos estam empenhados!
só queria explicar para todos oque aconteceu comigo, porque na aula acho que nem todos ficaram sabendo, na verdade eu ainda nao sei exatamente oque aconteceu, to marcando uns exames para fazer essa semana, mas machuquei minhas costas, do lado direito, e ta doendo até para respirar, no local onde esta machucado, esta bem inchado, e hoje estive medo de me machucar mais, por isso preferi só ver de fora. Espero que entendam porque para mim não está nem um pouco fácil!
Naty :*
Assistir um trecho de "Sagração da primavera" e reproduzi-lo da forma que lembrávamos e com as limitações dos nossos corpos.., isso foi fantástico! Eu, prefeccionisto que sou, tentei ao máximo fazer do jeito que eu vi, e percebi que chegou um momento em que meu corpo e mente não estavam no mesmo ritmo, o corpo queria parar com as repetições e a mente dizia "continua, só mais um pouquinho vai" e a sensação que eu tive foi de mais força, mais intensidade, qto mais eu repetia e mais cansada estava mais eu queria continuar a repetir aqueles movimentos, eles já não saíam "perfeitos" mas sentia essa intensidade pulsando em todos os pontos do meu corpo, ele estava vivo e minha mente muito determinada. Por alguns segundos percebi um sorriso na minha boca e tive vontade de rir, e acabei soltando uns risos leves, meu rosto estava relaxado. Quando paramos me senti um pouco aérea, meio tonta, mas consegui me recuperar até que rapido e me veio uma sensação muito boa de ter conseguido realizar esse desafio, uma sensação de prazer e relaxamento.
ResponderExcluirNa nossa cena de cotidiano em ambiente interno pensamos em um restaurante, as filas que pegamos todos os dias, as placas e direções que estão por todas as partes: paredes, pontes, chão, supermercados, bancos, escritorios, metros, estadios, escolas, ruas..., e nos rodeiam, nos norteiam, nos organizam nos espaços tão disputados por essa multidão de pessoas que vive aqui em São Paulo.